terça-feira, 7 de setembro de 2010


O que me dói não é o fato de você não ser meu, nem a sua estranha mania de estar em más companhias, o que machuca é o esse teimoso amor, que não se apaga, não destrói e cresce a cada dia que se passa. O que me mata não são as declarações que você tanto faz a ela, nem as milhões de vezes que a tua boca se perde na dela, o que me faz mal, me corrói e esse imenso desejo que aumenta do nada, esses sonhos que alimento sem ao menos um por que e essa débil vontade imprescindível que meu corpo tem de te pertencer sem mais delongas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Timidez

Que tantas vezes me atrapalha me priva e me enlouquece, que me impossibilita chegar perto de alguém.
Timidez quando você passa.
Que tranca a minha voz, que tira minha respiração.
Difícil.
É difícil ta perto sem tremer. É difícil dizer tudo aquilo que tenho aqui guardado pra dizer.
Maldita timidez!
Que tira de mim toda coragem, que me deixa sem qualquer reação, qualquer assunto, qualquer conclusão.
Timidez: é essa palavra que me mata.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sabe que o meu gostar foi um quase amor.
Uma tentativa desesperada de encontrar em alguém aquilo que já não existia em mim. A imensa mania de me entregar sem razão, sem conceito.
Sabe, o meu gostar de você foi quase uma bela paixão.
Que queimava por completo com um pensamento suspeito, que brincava com as palavras em segredo e fazia se passar sem perceber quando estavas por perto.
Sabe, a minha necessidade quase foi você.
Que tinha a impressão de saber meus desejos, a mania de traduzir gestos e a timidez exata que me completava.
Sabe, por um instante, breve, pequeno instante, era você.
Mas meus dias passaram, as noites de sonho acabaram e ainda, de vez em quando, me bate a dor.



quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mas uma noite soturna.
O frio atravessa a janela do meu quarto e se estaciona aqui, bem perto do meu coração.
Gelo.
E de repente uma onda quente de lembranças vem em minha companhia. Lembranças de noites ferventes, noites gloriosas.
Noites que você estava aqui, com seu corpo gelado junto ao meu, seu hálito fresco em meu pescoço e suas mãos tremulas contornando cada parte de mim. Momentos em que sua voz era sussurro em meus ouvidos,seu beijo era fruto proibido do qual a minha boca não cansava de provar.
Momentos puros de amor.
Um amor misturado a desejo, um traço de romance e prazer;
Mas você se foi.
Como o dia que amanhece, o céu que clareia e os pássaros que migram.
Você me deixou, sem compaixão.
Como se tudo aquilo dito e vivido nos emaranhados da noite tivessem desaparecido juntamente com as fantasias do verão.
O outono se foi, minha porta o inverno abriu.
E nessa cama que você perpetuou segredos, ninguém nunca mais se deitou.

sábado, 24 de julho de 2010

Pois eu que sei tão pouco dessa vida resolvi radicalizar!
Essa velha historia de conceitos impostos pela sociedade não vai mais me atrapalhar. Vou sim colocar minha roupa nova, meu sapato cor de rosa e sair pra farrear!
Quero ter a alegria de um amor amigo, o gostinho de beijo proibido e o som de uma melodia de trilha sonora. Quero a despreocupação com o mundo, um amigo oculto e a sorte batendo em minha porta.Quero a sensação de liberdade, jogar vídeo game até mais tarde e dormir até as seis. Quero comer batata frita todos os dias, pegar o carro para ir à padaria e não estar nem ai para o que “fulano” fez.
Quero sair sem rumo ouvindo Bon Jovi, colocar maionese no meu nhoque e não ter que dar satisfações a ninguém!
Quero curtir uma vida inventada, não ter que mentir pra ser bem falada, fazer uma tatuagem de fada sem ligar para o que vão dizer.
Eu sim quero viver de fantasias, aproveitar bem os meus dias e no final, ter os pés no chão.

Preciso

Recomeçar. Ouvir musicas novas, comprar sapatos ousados, caprichar na maquiagem e vê-lo partir. Ta na hora de deixar o passado para trás, sem mais delongas.
Aquilo que já não faz o bem consome demais!
É preciso pensar menos e agir mais. Não quero mais os mesmos lugares, os mesmos rostos, o mesmo amor. Vamos continuar!
A vida não pára enquanto você erra e enquanto te vejo errar.
Tudo é questão de continuidade: novos sonhos, novas metas, novos amigos, novos amores...
O ciclo não se interrompe! Por mais que em certas vezes imploremos por pausas.

quarta-feira, 7 de julho de 2010


Não, eu não quero ser a menininha esperta de notas altas no colégio e primeiro lugar nos vestibulares. Eu não quero ser a amiga gentil que só aparece nos momentos de felicidade. Eu não sou a que inventa conceitos só para interagir com um grupo conhecido, eu não quero ser a alternativa, fazer social, beber uísque e ficar com amigos de meus amigos.
Eu não sou a pequena que se faz de grande, eu não sou a grande que se sente pequena, eu não sou isso, nem aquilo. O que sou?
Uma constante variável, uma mudança total de personalidade, um caráter honestíssimo, uma ética respeitável, uma pessoa não muito admirável.
Porque eu não sou aquela que você pararia em um bar para conversar, muito menos a divertida da festa que dança no meio do salão e usa roupas para arrasar.
Sou neutra, fico de fora, apenas assisto.
Porque as vezes aquele que assiste repara falhas deixadas para trás. Presencia erros,medos e acertos com um olhar crítico e mais analítico.
Aquele que assiste vê,lê e traduz um gesto a parte, um medo subentendido, uma necessidade desesperadora que um alguém esconde, mas que se pertuba por dentro.
Eu não sou aquela que vibra, que pula efusiva. Mas sou alguém que pode sorrir com um olhar seu de ternura, com um gesto de carinho em público, com um momento de alegria intensa.
Porque eu nunca vou ser aquela que você quer que eu seja. Porque eu não posso nem consigo chegar em um ambiente e fazer amigos tão rapido. Mas eu posso ser aquela que não te conhece e te diz uma palavra confortante, aquela que te mostra um caminho seja apenas por meio de conhecidos.
Porque assim, eu assisto.
Assisto você a enfrentar seus medos,assisto seus tombos e seu modo de levantar. Eu assisto a tua vitoria, a tua coragem e perspectiva a cada recomeço.
Não, eu não sou do tipo de pessoa que desiste facilmente.Porque de tanto assistir,aprendi a prosseguir,de tanto cair junto a tantas pessoas, aprendi a me manter em pé e quando necessário, levantar com garra. De tanto querer poupar tantos amores, aprendi a me poupar de sofrimentos e de tanto querer fazer tanto pelos outros,aprendi a fazer primeiro,por mim.
Sei que posso fazer a diferença em um dia nublado, conseguir um sorriso no momento menos esperado. Porque eu nunca serei do tipo de pessoa que deixa rastros por onde quer que passe,mas posso fazer marcas se notares o meu olhar sincero em meio a platéia. 
E dessa forma, eu apenas assisto.